Padaria

25/06
Andei fuçando atrás das coisas que criei para o Padaria para organizar tudo em um lugar e achei o meu vídeo. Como podem ver para uma atriz eu sou uma ótima escritora. Rs.



20 a 24/6
Comecei a reler o livro pra lembrar da história. Ô livrinho que dá fome. Acho que vou colocar uma tarjeta PROIBIDO PARA QUEM FAZ REGIME. Aí que vão pensar que é livro de comida mesmo!

18/06/2019
Hoje perdi um tempão pensando em outro título para esse livro e simplesmente não consigo. É como ter um filho chamado José e decidir mudar seu nome depois de adulto. Não importa o nome, sempre que olhar vai ser José. Rezar para a editora conseguir pensar com o desapego. Eu só sei escrever a história poxa!


17/06/2019
Relendo o Padaria para uma futura nova edição e lembrando que quando eu o lancei, como pretendia fazê-lo de forma autônoma apenas para testar como é que poderia vender este livro de mistério que usa o folclore brasileiro (como é que se oferece isso mesmo? Não, não tem nada a ver com Monteiro Lobato. Não, não é de culinária.) acabei tirando um monte de capítulos e deixando só o que se referia ao Beto. Agora que estou retomando pensando se mantenho apenas o Beto ou reinsiro o resto. Complicado não é? O personagem principal nunca foi o Beto. O personagem principal é a própria Padaria. Mas do jeito que ficou, parece ser a história do Beto na Padaria.O que você acha?


14/06/2019
Agora que estou diante da possibilidade de entrar em uma nova editora me pediram para fazer um conto do Padaria. Eu sempre tive dificuldades para fazer contos. Parece ser algo tão definitivo. E o Padaria é um livro meio peculiar. O personagem principal não é uma pessoa e sim um lugar. Vou ter de pensar no assunto.

 XXX

Eu estava assistindo a XXX Holic e pensei, bem que poderia fazer uma história com um lugar onde as criaturas de nosso folclore pudessem circular. Fiquei brincando com essa ideia por alguns meses até que, como me acomete, tive o tal sonho "organizador". Esse sonho é o trecho referente à mulher e ao filho do seu Mauro. Fiquei imaginando então que tipo de comércio poderia abrir em qualquer lugar no Brasil sem causar muita estranheza. Afinal seria um lugar que "aparece" de um dia para o outro em um lugar. Por eliminação acabei chegando em igreja evangélica, açougue e padaria. Pelo menos foi o que observei como realidade em minha região. Preferi descartar a igreja evangélica para não entrar em nenhum tipo de polêmica religiosa. Entre açougue e padaria fiquei imaginando onde um personagem sem qualificações como o Beto poderia melhor se encaixar. Acabei optando pela Padaria.
Na época pensei que o melhor seria buscar elementos folclóricos desconhecidos ou pouco visitados e pesquisei muitos documentos antigos, a maioria do século XVIII  e XIX onde fui pincelando aquilo que me parecia ser interessante. Não sei porque cargas d'água tive um sonho bizarro com as anteninhas das baratas saindo do ralo. Aquilo me pareceu tão assustador que a imagem ficou me assombrando por um bom tempo até que a utilizei no livro. Aliás vou lhes dizer as cenas que tirei de sonhos. As pessoas atropeladas andando no meio fio. A mulher sem sombra. Yolanda em meio às ferragens. Foi um período em que diferente do que comumente acontece só tinha sonhos que me deixavam cenas na memória. Normalmente eu sonho com trechos inteiros. Vá entender.
Quando o livro ficou pronto eu pensei em montar uma capa e lança-lo de forma independente na bienal de São Paulo já que estava indo para lá com o meu livro A Princesa com Olhos de Gato pela editora Modo.
Ali entendi que nem o simbolo que usei para a capa (o beija flor é um elemento de transição entre o mundo dos mortos e dos vivos para a cultura indígena brasileira) nem o título funcionavam. Todo mundo pensa que o livro Padaria é um livro de culinária! E ai eu fico pensando. Que nome eu posso colocar para sanar o equivoco? Isso é muito difícil. Minha editora decidiu apostar também neste meu livro e fazer uma nova capa. Ai chegamos a nova capa.
Confesso que nem eu imaginei que o Beto era tão bonito. Rs. Mas visualmente ficou bem mais interessante. Colocamos também o subtitulo "Aqui só servimos mistérios" para ver se isso ajudava na identificação do livro.
Na época o face ainda não filtrava tanto e eu tentei fazer uma divulgação digital mas aí que a porca torceu mesmo o rabo. Qual é o público alvo desse livro? Um livro de mistério falando de folclore nacional?
Tentei até fazer algumas chamadas visuais mas descobrir onde estava esse público mas é difícil pois somos condicionados a valorizar o que vem de fora. E como fazemos o caminho inverso? Esse livro continua como uma incógnita no que diz respeito à sua divulgação. Infelizmente brasileiros que se atrevem a tentar entrar
no mundo da escrita acabam tendo de se preocupar com todos os processos inclusive divulgação e distribuição.
Ainda não encontrei uma solução para isso. E enquanto o livro fica aguardando seu lugar ao sol deixo anotado as coisas que ainda gostaria de trabalhar nesta história.
1) Porque o Beto foi escolhido para entrar nesta Padaria?
2) Como é que todos os outros funcionários chegaram até ela?
3) O que aconteceu com a mulher do seu Mauro e como isso está ligado à história da Padaria?
3) E como é que a história do seu Mauro está ligada à história do Beto?
Mas mesmo que isso não seja continuado, como costumo fazer, a história esta fechada para não ficar fazendo leitor sofrer por falta de conclusão.



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